Entrevista a Danny Catumbela, poeta angolano

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Danny Catumbela Chivela Daniel, Solteiro, de nacionalidade angolana, nascido aos 28 de Abril de 1992, na Cidade do Lubango, Província da Huíla, Filho de Vasco Dangala Daniel e de Juliana Wimbo Daniel; Estudante de Direito; Poeta Declamador e Escritor.

Participou na Antologia Internacional, Intitulada “Palavras Sem Fronteiras 3”, Publicada em Espanhol e lançada em Buenos Aires-Argentina e a versão Portuguesa, Será lançada em Setembro na Bienal do Rio de Janeiro-Brasil, Editada e divulgada pela LITERARTE-Associação Internacional de Escritores Artistas com sede no Brasil.

Participou na II Antologia Poética da ACLAV- Academia de Ciências Letras e Artes de Vitória-Brasil.

Começou a declamar em Angola, em atividades Culturais e Patrióticas e tem vindo a evidenciar a sua Arte, nas atividades da Associação de Estudantes Angolanos em Portugal-Porto; nas atividades do Consulado Geral de Angola no Porto e tem promovido a sua imagem e a sua Arte de semear palavras e colher poesia em atividades Culturais, diversificadas nomeadamente: em Fundações Portuguesas e associações respectivamente.

MK – Como se deu o primeiro contato com a poesia?

DC – Desde a mais tenra idade que identifiquei-me com a leitura, literatura, concretamente com a poesia. Na iniciação lia e declamava os poemas do Saudoso Drº António Agostinho Neto, homem de Cultura e o poeta maior de Angola, depois de ter o contato com a sua obra intitulada Sagrada Esperança, a minha vida nunca mais foi a mesma, porque os seus poemas acenderam para sempre a chama e o meu gosto pela poesia e pelo mundo da literatura, concretamente a sua poesia, (Adeus a Hora da partida, Mussunda Amigo, Assim Clamava Esgotado, Dois anos de distancia, Renúncia impossível) e tantos outros poemas carregados de sensibilidade e o clamor de um povo, que vivia subjugado e aprisionado pelo antigo regime fascista português.

MK – Quais são as influências que marcaram a sua formação artística? 

DC – As influências que marcaram a minha vida artística, são precisamente os poetas angolanos dos anos 40, nomeadamente: António Cardoso, António Jacinto, Viriato da Cruz, Aires de Almeida Santos e Agostinho Neto, pelo carater dos seus poemas de revolta, angustia, amor, libertação e muito mais… os meus pais, que sempre me incutiram valores culturais e incentivaram-me a ler desde criança e adquirir o gosto pela leitura, e devo a eles a formação da minha personalidade e o alargamento do meu horizonte cultural e alguns professores, amigos e colegas que cruzaram a minha vida e influenciaram-me no meu pequeno processo de formação cultural cada vez mais crescente.

MK – Falando da antologia «Palavras sem fronteiras 3», como se deu a sua participação nesse projeto?

DC – Eu soube por intermédio de um Poeta e Escritor angolano Carlos Pedro, que divulgou no seu facebook, que a Associação internacional de Escritores e Artistas LITERARTE, com sede no Brasil, estava a promover uma Antologia de poetas e escritores Lusófonos e estavam abertas as inscrições para todos os poetas, contistas e muito mais, e eu por ousadia e aventura, decidi enviar alguns textos meus a organização, eles receberam os textos, analisaram e perceberam que os meus poemas tinham arte, originalidade, criatividade e transmitiam acima de tudo uma mensagem e fui selecionado e participei na respectiva Antologia de dimensão internacional.

MK – Como se deu o processo de fixação em Portugal e para que fins?

DC – O meu processo de fixação em Portugal deu-se de uma forma gradual, porque encontrei alguns amigos angolanos e portugueses que orientaram-me, ajudaram-me a se integrar a uma realidade que a partida desconhecia, fui privilegiado porque encontrei amigos disponíveis a facilitar a minha integração e estou em Portugal com a finalidade de dar segmento a minha formação académica e tão logo termine, voltar para o meu país com o intuito de dar  o meu contributo, como filho da terra e porque estou ligado ao sentimento  de pertença, da minha nação, povo e cultura.

MK – Como tem sido a sua vida artística fora de Angola?

DC – A minha vida artística fora de Angola tem sido muito produtiva, porque encontrei cá a Associação de estudantes angolanos em Portugal-porto, que incansavelmente tem organizado diversas actividades, nomeadamente, atividades, desportivas, Culturais, académicas e tenho encontrado espaço para declamar, esta arte de semear palavras e colher poesia.

MK – Que relações mantem com os poetas nacionais?  

DC – Tenho boas relações com alguns poetas angolanos; alguns conheço pessoalmente, outros falamos apenas nas redes sociais, e partilhamos ideias e experiencias, sobretudo poetas da nova geração…

MK – Como concilia a tua atividade artística com os estudos?

DC – Tem sido prazeroso, conciliar a vida artística com a vida académica, porque a vida universitária é desgastante tanto mentalmente como fisicamente e a vida artística, tem sido um escape para mim, ajuda-me a relaxar, meditar e refletir; a poesia para mim é terapia.

MK – Qual a sua opinião sobre o ensino de arte nas escolas?

DC – Acho importante o ensino de arte nas escolas, porque a arte ajuda-nos a formar a nossa personalidade e desenvolve o nosso intelecto, alarga o nosso horizonte de compreensão e torna a nossa sensibilidade apurada, sobre as diversas questões existenciais e os problemas e fenómenos que assolam a humanidade.

MK – A internet tem contribuído para a divulgação do seu trabalho?

DC – Sim, a internet é o meio mais fácil de mostrar e partilhar o meu trabalho.

MK – Que perspetivas e projetos pretende realizar?

DC – Preciso terminar o meu curso, continuar a participar em iniciativas literárias, como Antologias, continuar a declamar e só depois de terminar o meu curso, lançar o meu primeiro trabalho literário.

MK – Neste momento tem a palavra, dê a sua opinião ou alguma informação que não foi revelada pelas questões anteriores e que considere importante.

DC – Eu, devo dizer simplesmente que a Cultura fortalece a nação, abre portas para o mundo e ajuda a realçar os valores culturais, morais e até espirituais de um povo e da lusofonia de uma forma geral.

MK – Que mensagem deixaria para os jovens angolanos que queiram iniciar-se nesse ramo artístico?

DC – Para os jovens, angolanos, devemos nos formar não só academicamente, mais também culturalmente, porque a cultura evidencia a identidade de um povo, a maneira de pensar, os ritos, hábitos, costumes e manifestações artísticas e culturais. Em linhas gerais a arte deve sempre fazer parte das nossas vidas e deve ser partilhada.

Por Domingas Monte

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