Entrevista ao artista plástico Hamilton Francisco

Hamilton Francisco nasceu em Angola, em Abril de 1974, desde muito cedo teve a paixão pela pintura. Estudou Desenho Industrial no Centro de Formação e Tecnologia Manauto 2 em Luanda. Já em Portugal, aprofundou os seus conhecimentos nesta área. Trabalha todas as técnicas, incluindo a serigrafia artesanal. Atualmente trabalha como artista plástico no Projecto Museus no Centro, em Coimbra.

Tem participado em várias exposições individuais e colectivas, bem como residências artísticas em vários países; as suas obras estão presentes em coleções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro.

Ultimas atividades:

2014 – Apresentação do projeto artístico “Memoria e identidade”, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra

2014 – Exposicaão individual “A Revolta do Atlas”, na Galeria Artinzo, em     Lisboa

2014 – Exposicaão individual “Pop Story”, na Mercearia de Arte Alves &        Silvestre, em Coimbra.

2014 – Exposicão individual “O Diário Comum” na Musa, escola de música     e de artes, em Aveiro

MW – Como se dá o seu primeiro contato com as artes plásticas?

HF – Desde muito cedo, ainda no tempo em que a minha família era imigrante no Congo.

MW – Como artista plástico, qual é a sua formação de base?

HF – A minha formação de base é desenho industrial.

MW – Existe alguma técnica em que se especializou? Faz outras experimentações?

HF – No meu caso gosto de varias técnicas e as experimentações.

MW – Onde expões os teus quadros e como podem ser adquiridos?
HF – Exponho em galerias, podem ser adquiridos quando exponho ou por consulta na minha página (behance.net), e tem vindo pessoas em casa ver de perto.

MW – Em que momento se sentiu reconhecido como artista plástico?

HF – Desde que fiz a primeira exposição, passei a não dar importância ao reconhecimento porque no fundo não é o objectivo, mas sim ser apreciado pelas obras e naquilo que fazemos.

MW – Para quando o lançamento do seu trabalho em Angola?

HF –  Devo estar agora numa residência artística em Luanda no projeto JANGO de 22de Junho a 7 de Julho com uma exposição colectiva.

MW – Que tipo de relações mantem com os artísticas plásticos angolanos e estrangeiros?

HF – Tenho boas relações com todos os artistas, alguns artistas angolanos já conhecia e sou uma pessoa fácil de lidar.

MW – O que acha de subsídios oficiais para a produção dos artistas? Tem recebido algum subsídio do estado ou de alguma entidade privada?

HF – Seria bom poder ter apoio ou subsidio mas não tenho, tenho um apoio do mosteiro Santa Clara a velha mas é para o espaço onde trabalho e poder desenvolver projetos pontuais com eles.

MW – Participa de alguma associação artística? O que faz exatamente no grupo?

HF – Não.

MW – Fale-nos sobre o ensino de arte nas escolas.

HF – Era bom que fosse mais abrangente no ensino, mas como sabes as politicas que se praticam neste contexto não é o que se quer.

MW – Quais são as suas influências? Algum artista ou artistas lhe serviu de inspiração para o seu trabalho ou lhe incentivou a produzir arte?

HF – Tenho influência de Robert Rauchenberg, mas fui adquirindo o meu próprio estilo e conceitos.

MW – Até que ponto, o estar fora de Angola influência positivamente ou negativamente na sua produção artística?

HF – Na experiência de vida, tenho muita coisa positiva e negativa uma vez que não estamos no nosso pais , e junto com as barreiras que encontramos mas tudo isto fez-me crescer como homem e como artista.

MW – Qual a sua relação com a internet? Ela tem contribuído para a difusão do seu trabalho? Em que sentido?

HF – A internet é realmente um grande veiculo de informação, é dai que muitos dos meus trabalhos são adquiridos.

MW – Neste momento tem a palavra, dê a sua opinião ou alguma informação que não foi revelada pelas questões anteriores e que considere importante.

HF – Quero destacar que: não penso em ser reconhecido como artista mas trabalhar com a alma que faz alimentar o ego do artista.

MW – Como artista plástico, que mensagem deixaria para os jovens que queiram iniciar-se nesse ramo artístico?

HF – Vontade e muita luta, porque o trabalho do artista é longo por mais curta que seja a vida.

Por Domingas Monte

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