ENTREVISTA AO POETA HÉLDER SIMBAD

“Enquanto não industrializarmos as nossas artes e não educarmos as pessoas que a arte é condição indispensável para o desenvolvimento sociocultural, continuaremos a ter problemas que até certo ponto são transversais. Porque a arte encerra outras dimensões para além da estética e sociocultural, cognitiva, curativa e outras”.

Biografia

Ibinda Kayambu ou talvez Hélder Simbad é heterónimo de Helder Silvestre Simba André, nasceu aos 13 de Agosto de 1987, na província de Cabinda, em Angola. É estudante do 4ª ano do curso de Línguas, Tradução e Administração da Universidade Católica de Angola; professor de Língua Portuguesa e de Literatura Africana no ICRA. Começou a sua actividade artística entre 1997 e 1998, escrevendo poesia. É Coordenador Geral e membro co-fundador do Movimento Litteragris. Tem poemas, contos e artigos publicados na revista Palavra&Arte, no Jornal Cultura Angolana, no Blogg brasileiro poemario-prosaeverso.blogspot.com e na Revista Tunda Vala.

ENTREVISTA AO POETA HELDER SIMBAD

MW: Como se deu a tua entrada para o mundo da literatura?

HS: Foi um processo natural. Estava com onze ou com doze anos. Estava apaixonado por uma menina mais velha que eu. Ela gostava de versos que na verdade eram quadras, ou poemetos, em que predominavam a rima. Tinha de cor alguns. Quem não os tinha naquela altura sendo adolescente?! Circulavam de caderno a caderno na escola. Certo dia ofereci-lhe um (poemeto) que para mim soava inédito e descobri que a minha prima-irmã já o tinha, a colega de carteira também. Decidi começar a escrever meus próprios «versos». Mas intuitivamente os meus versos começaram a ganhar uma extensão nada a ver com o habitual. Certo dia encontrei um livro de João Melo e descobri que o que estava a escrever chamava-se poesia também. Eu, na altura, não sabia que as poesias pudessem falar de amor. Já lia Agostinho Neto, António Jacinto e outros, mas nunca alguém que escrevesse sobre o amor até aí. Os meus tios tinham mais poesias da «mensagem» do que qualquer outra. Vivia num quintal tipicamente bantu. Vários irmãos com esposas e todos eles tinha livros sobre marxismos e poesia da mensagem, mas é o Apocalipse do novo testamento que sempre me motivou, o surrealismo de João.

MW: Identifica-se com algum género em particular?

HS: Com todos. Mas tenho mais propensão para o lírico e o narrativo (Romance e conto). Não me familiarizei com o dramático. Li muito poucas obras deste género: Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett, Ana Zé e os Escravos (nem terminei) de José Mena Abrantes, A Morte de Júlio César de Shakespeare e mais uma de Miguel Torga cujo título não me recordo. Mas gosto de fundir géneros. As teorias de Benedeto Croce, filósofo e crítico italiano, contra a fiel obediência aos géneros influenciaram-me bastante. Quando escrevo um romance coloco elementos dos três géneros. Por vezes na poesia também fundo géneros…

MW: Quais foram às influências que determinaram a sua opção pela literatura e não para outra vertente artística? E por quê?

HS: Entro para a Literatura de forma espontânea. Não tive influências. Mas para permanecer muitas pessoas estenderam-me as mãos. A começar pelo meu irmão menor que assina pelo nome de Kolokota Kené com quem fundei um colectivo de arte. Ao longo dessa caminhada que se advinha eterna, tive alguns apoios importantes: José Luís Mendonça, Lopito Feijó, Osvaldo Silva (CEIC- Universidade Católica). Mas como há sempre altos e baixos em toda a actividade humana, tive um interregno de quatro anos (2003 a 2007). Comecei a cantar Rap e já não queria saber de literatura. Mas desde que retornei sinto que nasci para ELA.

MW: Como foi fazer parte da criação do movimento Litteragris? Quais foram os objectivos traçados, aquando da sua criação?

HS: Fazer parte da criação do Litteragris foi dos factos literários mais sublimes que vivenciei. O Movimento Litteragris nasce de uma vontade colectiva de pessoas que advogavam uma ideoestética comum. Viemos de diferentes grupos. Conhecíamo-nos.  Por vezes, apesar de não pertencermos aos mesmos grupos, reuníamos. E quando os nossos ex-grupos já não nos satisfaziam, criamos o nosso movimento. Mas antes houve muitos debates e certezas.

Não temos muitos objectivos, senão trazer um novo paradigma à estática Instituição Literatura Angolana, através de um manifesto de arte vanguardista e por via de uma Crítica Literária que olha para o fenómeno literário com outros olhos, longe da Academia e de outras instituições afins. Posso afirmar sem medo que não há uma organização literária juvenil em Angola a estudar o fenómeno literário como nós.

MW: Como tem sido a vossa inserção no mercado nacional?

HS: A melhor possível. Em um ano de actuação, conseguimos muitas coisas. Produzimos duas revistas literárias. Agris Magazine e Tunda Vala. A primeira, para algumas pessoas entendidas na matéria, foi até ao ano da publicação (2015) o melhor livro entre os novíssimos; a segunda gerou três artigos críticos: «Algo novo na Literatura Angolana» foi o artigo publicado no jornal de Angola pelo escritor e jornalista Ezequiel Cori e pode ser encontrado por via da Google. O Luefe, coordenador editorial da Revista Palavra&Arte, também escreveu sobre a obra e um estudante da Faculdade de Letras produziu de igual modo um artigo. Dizem os mais velhos, os mais atentos, que a tendência Litteragris é até aqui a mais coesa e com mais argumentos para vincar entre os novíssimos. Veem-se algumas pessoas a incorporarem a nossa poética na sua produção. Só posso dizer que a nossa inserção é das mais positivas.

MW: Sei que faz crítica literária. Como tem sido esse exercício?

HS: Tem sido um exercício sofrido porque um crítico tem de ter muitos materiais à disposição. Nesta carência, tenho tido ajuda de alguns irmãos brasileiros que me têm fornecido muitos livros em pdf e por vezes em formato físico. Dão-se o gratuito trabalho de scanearem um livro completo só para me poder ajudar. Mas ainda assim é fantástico ser-se Crítico Literário.

MW: Qual tem sido a reacção das pessoas sobre os teus pontos de vista.

HS: Há muitos equívocos entre os vários círculos de escritores angolanos. Confunde-se Crítica Literária com pontos de vistas críticos. Relativamente aos pontos de vistas críticos, nem sempre faço com a pedagogia que se exige e é normal surgirem certas reacções menos positivas. Por vezes temos de ser extremistas para nos poderem ouvir.  No que concerne à Crítica Literária, a metodologia é outra, a abordagem é mais rigorosa e procuro ocultar os meus traços pessoais. As obras dizem-me coisas que me levam a múltiplas investigações. As pessoas lêem-me a partir de outros pontos da lusofonia. Muita gente mesmo. Conheço professores universitários e escritores que decidiram escrever sobre determinados assuntos baseando-se em algumas matérias abordadas por mim. Mas sei que tenho de continuar e crescer a cada dia e ler muito para poder chegar um dia ao nível de um Francisco Soares, Luís Kandjimbo e de tantos outros, poucos.

MW: Dentro do Litteragris faz parte do Círculo De Estudos Literários E Linguísticos, como tem sido o vosso trabalho nesse particular?

HS: O CELL é o que nos fez constituir o Litteragris. Queríamos fundir os poetas e os pesquisadores na mesma casa. Antes de nós só havia pretensões. E nós fizemos parte dessas tentativas de se criar um núcleo de Críticos Literários. Éramos de grupos diferentes. Não deu certo. Quando surgiu essa brecha não olhamos para trás. Provocamos rupturas nos grupos em que fazíamos parte e fundamos o Litteragris com o círculo de estudo.

O nosso trabalho é feito de investigações no campo da Literatura, fundamentalmente, e da Linguística. Estamos a produzir um livro com o título «Da Teoria e Crítica Literárias à Literatura Angolana Contemporânea». Temos já alguns artigos no domínio da Literatura e Linguística publicados no Jornal Cultura e na Revista Palavra&Arte.

MW: Qual é a sua opinião sobre o ensino das artes nas escolas angolanas?

HS: Somos um país novo nesse aspecto, precisando evoluir urgentemente. Começam a surgir felizmente mais espaços. Criam-se fundações de artes, galerias e alguns espaços multiculturais. Sei de algumas que têm promovido seminários de criação artística. Mas quase todas, relativamente ao ensino de artes, estão mais voltadas às artes plásticas e algumas às cénicas. No que toca a Literatura, as coisas, ao que me parece, não têm acompanhado o mesmo ritmo das outras artes. A Faculdade de Letras vale-se pela sua dimensão académica. Seu foco é o estudo do fenómeno literário. Mesmo não sendo do ponto de vista ontológico-estrutural sua obrigação, poderia promover mais seminários de escrita Criativa com vista a estimular os estudantes à criação literária. Relativamente às outras artes, sei da existência da Escola Nacional de Arte e do Instituto Superior. Tais estruturas permitem que no domínio das artes plásticas e musicais surjam muitos artistas e com talento. Outrossim, estabelecendo um estudo comparativo entre a música e a literatura, vê-se um melhor intercâmbio cultural inter-geracional entre os músicos, a passagem de testemunho é mais eficiente, sem enigmas. A UEA deveria fazer mais.

Tenho pouco a dizer sobre a dança e teatro. Penso que vivem os mesmos problemas da literatura.  Poder-se-ia falar de ausência de profissionalismo. Mas acredito que as entidades competentes fazem muito pouco pelas artes. Enquanto não industrializarmos as nossas artes e não educarmos as pessoas que a arte é condição indispensável para o desenvolvimento sociocultural, continuaremos a ter problemas que até certo ponto são transversais. Porque a arte encerra outras dimensões para além da estética e sociocultural, cognitiva, curativa e outras.

MW: Sobre a literatura de língua portuguesa, que livros recomenda para leitura obrigatória e por quê?

HS: No domínio da prosa, “Terra Sonâmbula” de Mia Couto. Apesar de apresentar um tema difícil que é o drama da guerra civil em Moçambique, é uma obra saborosa constituindo-se como uma exemplar lição sobre a arte milenar de contar histórias. A história do velho (Tuahir) e do menino (Muidinga) que na sua difícil caminhada avistam um autocarro que passa a ser o principal espaço diegético dentro do qual encontra os Cadernos de Kindzu, outra vítima dos conflitos, contando sua historia desde pequeno. A segunda é a de Izequiel Cori com a obra “O Último Recuo”. Também trata o tema da guerra civil, mas em Angola. Um capitão (acho que seja esta a patente dele) das forças armadas é traído pelos seus superiores. Vai para a prisão, perde a esposa, o enredo transforma-o em bagageiro, alcoólatra e termina professor. Esta obra permite entender as tramas ocultas das guerras civis.  Aconselharia de igual modo os «Contos de Morte» de Pepetela. Do mais simples ao mais complexo, Pepetela dá-nos em «Conto de Morte» verdadeiras aulas de como construir um texto narrativo. Sem falar das propostas temáticas e da valorização e respeito das culturas alheias. Para quem estiver a começar e quiser apresentar-se como um escritor acima da média aconselharia a ler Luaia Gomes Perreira em «Todos Nós fomos Distantes». Existem muitas obras de Águalusa, Pepetela, Manuel Rui e de outros que eu poderia aconselhar.

No domínio da poesia aconselhava a ler a obra de Herberto Helder “Poemas Completos”, surrealistas, porque por vezes é importante conhecer outras realidades, além da concreta.

Como são tantas as obras vou procurar apresentar uma lista de escritores que se valem pelo conjunto das suas obras e que aconselharia:

Angola (Agostinho Neto, David Mestre, Lopito Feijóo, José Luís Mendonça, João Tala, João Maimona e Ana Paula Tavares – cada um apresenta um tipo de poesia que deve ser estudada de forma isolada);

Brasil (Morilo Mendes, Drummond de Andrade, Mário Quintana, Cecília Meireles…)

Moçambique (Craveirinha, Edgar White e a jovem Hirondina);

Portugal (Herberto Helder, José Régio Sophia de Mello Breyner etc)

Ainda não mantive um contacto directo com a literatura de outros pontos da lusofonia, por isso, não mencionei mais poetas.

MW: Fale-nos da literatura contemporânea angolana?

HS: Há de facto uma literatura angolana contemporânea: novos intervenientes, outras formas de sentir, pressupõe sempre alterações significativas no sistema semiótico literário. Mas é ainda muito incipiente… está na sua fase média em termos de estágio de evolução.

Tal alteração tem se dado de forma acentuada mais no plano da poesia lírica por se acreditar equivocamente que a poesia é o género mais fácil de concretizar. E podemos falar nesta sede de essencialmente três tendências literárias a emergir:

– A poesia-dita, assim classificada porque são textos produzidos com finalidade primária para serem declamados, quilométricos porque se quer permanecer alguns minutos em palco, não há tanta preocupação com a estética porque se quer buscar empatia imediata com o auditório, por isso a incorporação de termos que «batem», seu meio de publicação ideal seria o cd, entraria no âmbito daquilo que o professor Carlos Reis classificou de áudio-poesia no âmbito da poesia experimental em o “Conhecimento da Literatura”;

– O fridolinismo, uma proposta de reforma sócio-política praticada pelos seguidores do poeta e declamador Fridolin. A sua poesia algumas vezes ganha o tom da poesia-dita, sabe-se que a dada altura o próprio precursor desse tipo de poesia, que é na verdade poesia da «Mensagem» dos nossos tempos, com outro rosto, optou por uma linguagem mais clara, a chamada poesia circunstancial. Penso que os seus seguidores em termos ideo-estéticos não o acompanham na plenitude e são movidos pela lei do menor esforço em termos estilísticos a favor da «Mensagem» que pretendem transmitir, a reforma, mudança, diga-se.

– A agristética, a tendência do Movimento Litteragris fundada no Surrealismo no Ohandanji e Kixímbula.

No entanto, existem eventualmente outras tendências.

Na prosa há poucas novidades. Das que li só destacaria a obra «Todos Nós Fomos Distantes» de Luaia Gomes Pereira.

MW: Em termos de produção o que se pode dizer da literatura angolana?

HS: Muita vaidade, muita produção, porém pouca qualidade e falta de verdades. Muitos equívocos partem dos escritores, passam pela academia, pelos Críticos Literários e terminam na imprensa. Não são só os jovens a escreverem com pouca qualidade. Temos uma comunidade académica que pouco faz para que isto melhore. Parecem filólogos os nossos Críticos Literários e teóricos da literatura (temo-los?!). Acreditam que a Literatura Angolana se circunscreve a um determinado estágio e é estática. Já li ensaios excepcionais, escritos em mais de três páginas de jornal, sobre obras de pouco valor estético que são engrandecidas. Portanto, muita produção e pouca qualidade. Há muito tempo que esperamos por mais presença ou acções concretas por parte da União dos Escritores Angolanos e nada.

MW: Qual é a importância da literatura de tradição oral no contexto atual e num mundo cada vez mais globalizado?

HS: Uma pergunta complexa. A literatura da tradição oral, pelo menos aquela que foi registada em livros vai se configurando cada vez mais, em termos filológico-antropológicos, como documento histórico. Os novos articuladores do discurso literário parece-me que a desconhecem ou a ignorem. Para os escritores com missão e que pautam por uma Literatura Angolana vernácula servem-se dela para a concretização do seu discurso. Como fala desse mundo cada vez mais globalizado, ela serviria para mostrarmos a Angola que ainda existe que não se perdeu com o Colonialismo e resiste contra essa era de intensa aculturação. Tomemos como exemplos David Mestre, Lopito Feijóo e Botelho, escritores que incorporam na sua poesia provérbios africanos, justificando-se com o novo fazer criação, como se não fosse possível outra tonificação.

MW: O que se lhe oferece dizer sobre a célebre expressão de Hampaté Bâ, «Em África, quando morre um velho, desaparece uma biblioteca»? 

HS: Esta frase, célebre como disse, por um lado, revela a sabedoria dos mais velhos que, mesmo se lhes faltando dentes, têm sempre alguma coisa sábia a dizer; por outro, numa perspectiva histórica, o poder da tradição oral como forma de aquisição de conhecimento durante um determinado estágio e por fim a capacidade que estes têm de assimilar e preservar a memória colectiva.

MW: Enquanto poeta e escritor, que mensagem deixaria para a juventude angolana?

HS: Só chega a ser um grande escritor aquele que muito lê. Conhecereis a importância da leitura e a leitura libertar-te-á de todas as formas de escravatura. Obrigado pela entrevista e desejávamos voltar com outros factos literários.

Por: Domingas Monte

poemas de Hélder Simbad

Explosões de bolas de sangue apodrecido

nas vulcânicas cadeias uterinas

[minha irmã aterrorizada

pelos monstros da idade
mansões e luxuosas cidades nascem da minha urina

o ápice da língua beija ausências de dentes

os frágeis dentes de leite moem pães de pedra

[primeiros orgasmos

entre sarampos e cóleras

minha mãe

minha pobre mãe
[Áfricas das minhas vidas
sem sonhos

a sonhar na nublada almofada

nossos sonhos nas mãos

um procriador bantu
a descansar  no peito do engano

“ÉTNICO ENGANO”

Acordei com dedos
borrados de infância
no argiloso trigo
do meu Poemar
trouxe a pegajosa ngonguenha
de pó e mar

mal é sol mal é sol Maria mulata
mal é sol mal é sol Maria mulata

eh chuta a fome eh chuta

fora dAngola eh chuta

skalinguidón skalinguidón skalinguidón chuta

fora dAngola fora dAngola fora dAngola golo

Salva a ova ovo não há
e bica-se bidôn de tanta pobreza

“ADULTA POBREZA”

Aleluia

ei-lo aí

o súbito sujeito

sub

entendido

na sintaxe da pátria

Verbo de poente

substantivo concreto

complemento  circunstancial

Narratário implícito

duma história arranjada

Ó deus

tu que te ocultas

em orações elípticas

tu que nos ensinas  sobre viver

conjugai o nosso viver

em nome dos que subvertem

a gramática do medo

amém

“MORFOSSINTAXE DA PÁTRIA”

Descobri outro Semba

nas enigmáticas passadas

do homem da kanjika

Num rouco compasso

com passo cama

leão

reco reco

re reco reco

reco reco

re reco reco

nem recuo

nem avanço

nem recuavanço

com a dikanza

e um batalhão de ironia

na alegórica revolta dos signos

“CHEGUESSIGNOS”

Vindes todos
ao café da insana idade
mas


não temos

 

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