CAVALEIRO NEGRO

Ao longe, entre o arvoredo,

avistei tua garbosa imagem…

Tu e tua montaria uniam-se

numa   só forma escultural:

– Um deus grego esculpido em ébano!

 

Amei-te com paixão, naquele momento.

Sonhei, de repente, que virias até mim,

mas a tua cavalgada não tinha fim.

 

Queria alcançar-te,

Queria que me alcançasses…

 

Qual Pégaso alado,

teu cavalo negro parecia voar

e, numa nuvem de poeira,

desapareceste no horizonte.

 

O momento tão fugaz

transformou-se em eternidade

e meu coração chora e pergunta:

 

Como alcançar-te,

se não tenho asas?

Como ir até ti,

se não sei onde moras,

meu belo cavaleiro negro?

 

Ana Primo (29 de Março de 2018)

 

 

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