MÃE

Que doce e eterno não é,

o doce nome de mãe!…

Em sua letras se lê

tudo o que fé viva tem!…

Que belo ver a avezinha

leda, sustento levar

ao filho que a pipitar

no ramo d´arv´re se aninha!

 

Que belo a pomba mimosa

ver com as asas cobrir

a tenra filha chorosa

o seu amparo a pedir!

 

Ver a embevecida mãe

no berço o filho embalar,

e a doce língua falar

que ao ouvido soa bem!…

 

Oh! Que belo! É tão sublime,

tem tanto enlevo e poesia ,

que a toda alma inebria

tal nome que amor exprime.

…………………………………………………….

Vós que qual Vénus não fostes

g´rados da espuma do mar;

vós que meigas mães tivestes

d´amor erguei-lhe um altar.

Cordeiro da Mata, in Delírios, Luanda, 1878

 

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