Etiqueta: associação mwelo weto

EXÍLIO E MEMÓRIA EM “JESUSALÉM” DE MIA COUTO

Por Domingas Monte[1] Os exilados estão separados das raízes, da terra natal, do passado. Em geral, não têm exércitos ou estados, embora estejam com frequência em busca deles. Portanto, eles sentem uma necessidade urgente de reconstituir as suas vidas rompidas e preferem ver a si mesmos como parte de uma ideologia triunfante ou de um

Ler Mais

A POLÍTICA DE NETO: Afirmação da construção de um Estado (Análise Literária do Discurso da Proclamação da República Popular de Angola – 11/11/1975)

Por: Isaac Jorge, Joaquim Caundo e Rosa Camolaquenda[1] INTRODUÇÃO A certos homens é-lhes incumbido não só o direito, como o dever passivo de velarem pelo bem comum, intrínseco a cada um de nós, desempenhando diversas funções para alcançarem tal fim. Como estipulou Maquiavel, “Tempos de guerra necessitam medidas extremas”, e estes momentos também requerem inevitavelmente

Ler Mais

DELÍRIOS, O DIVÃ DO POETA DO RIO KWANZA: UMA TENTATIVA DE PSICOLEITURA

Por: Adilson Gonçalves[i] «O que à pobre mente ocorre, vejo se a boca discorre e se, alfim, da luta esqueço o mundo e as suas misérias; eis surgem ideias sérias, quero falar… e emudeço!»  Cordeiro da Mata in Delírios As circunstâncias latentes da abordagem a que nos propusemos fazer, coincidem conceptualmente com o poema «Fisionomia»

Ler Mais

CURSO DE LEITURA EM VOZ ALTA

A Associação Mwelo Weto, em parceria com a Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto, realiza de 08 a 31 de Janeiro de 2019, O CURSO DE LEITURA EM VOZ ALTA. O curso vai decorrer na Faculdade de Letras às terças e quintas em três horários; MANHÃ; das 8h00 às 11h00 TARDE; das 12h00 às

Ler Mais

A POÉTICA DE NETO: EM BUSCA DE UMA IDENTIDADE CULTURAL ANGOLANA

Por: Domingas Monte INTRODUÇÃO O contexto da criação poética de Agostinho Neto é de alienação identitária, cultural, económica e política, ou seja, o da colonização, imposta pelo expansionista português, daí a necessidade de um despertar para reivindicar os direitos autóctones e libertar, num primeiro plano as mentes alienadas e escravizadas; e num segundo plano lutar

Ler Mais

ADEUS À HORA DA LARGADA

Minha mãe (todas as mãe negras cujos filhos partiram) tu me ensinaste a esperar como esperaste nas horas difíceis

O KUDURO E A MODA

Por: Rosa Camolaquenda Kuduro, o ritmo dançante que envolve Angola e arredores num clima de muito espetáculo e factos curiosos. Teve o seu surgimento em Luanda-Angola nos finais dos anos 90, aquele que anos depois se tornava no maior e mais conhecido estilo de música e dança do país teve como seus pioneiros Tony Amado,

Ler Mais

KUDURO: PROMISCUIDADE OU REVOLUÇÃO?

Por: Joaquim Caundo Todos sabemos que as melhores formas de revolução nascem nas ruas. É simples e lógico na medida em que são os suburbanos e residentes das periferias que sofrem na pele a discriminação e a marginalização constantes vindas das classes dominantes. Ao longo dos séculos, os povos oprimidos sempre encontraram na arte uma

Ler Mais

Sarau Poético-Literário

A Associação “Mwelo Weto” realiza a 7ªedição do Sarau Poético-Literário Com Poesia, Música, Dança, Teatro e ‘Literatura’. Uma tarde recheada de Cultura. Um evento que terá lugar no dia 28 de Junho. Hora: 16h às 19h Local: Mediateca Zé Du (Cazenga) VAMOS CELEBRAR A CRIANÇA!!! Homenageando JONH BELLA, numa tarde cheia de surpresas. Não percam,

Ler Mais

DIALOGISMOS EM “NGA MUTURI” DE ALFREDO TRONI

Por Joaquim Caundo INTRODUÇÃO Nga Muturi é a típica narrativa oitocentista Angolana, pois retrata inequivocamente e sem sombra de dúvidas a sociedade crioula na qual Luanda estava se transformando na época. Com os portugueses chegando cada vez mais aos milhares e consumando a sua ocupação, nessa que um dia viria a ser a capital do

Ler Mais