Etiqueta: Poesia de Angola

Nossa Senhora Do Ó

Nossa senhora do Ó… Senhora do ventre pleno, do ventre belo e fecundo, semente que deste o fruto com que Deus salvou o mundo!

PROMETEU (CANTO INTERIOR DE UMA NOITE FANTÁSTICA)

Sereno, mas resoluto aqui estou – Eu mesmo – gritando desvairado que há um fim por que luto e me impede de passar ao outro lado.

O FEITIÇO DO BATUQUE

Sinto o som do batuque nos meus ossos, O ritmo do batuque no meu sangue. É a voz da marimba e do quissange, Que vibra e plange dentro de minh`alma, – e meus sonhos, já mortos, já destroçados, Ressustam, povoando a noite calma

Vadiagem

Naquela hora já noite quando o vento nos traz mistérios a desvendar musseque em fora fui passear as loucuras com os rapazes das ilhas: Uma viola a tocar o Chico a cantar (que bem que canta o Chico!)

Um Amor ao Sol

Com seus olhos conquistaste-me, Numa manhã ensolarada Fui iluminada, E aí descobri algo sublime. O tempo passou E nada mudou, Desde a primeira vez, Eu venci a timidez, E soube que era chegado o momento. Dei-te amor sem esperar receber Só assim pude perceber Que era amor para valer, Doei-me incondicionalmente Amo-te simplesmente É um

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Existência

Faltava algo em mim, Não sabia o que viria a ser, Quando encontrei a solidão, Um vazio preenchia fantasias.

Onde é que tu escreves

Onde é que tu escreves Mandei-te uma carta Com os meus sonhos Para me desvendares onde é que tu escreves, quando estás só?!

Alfarrabista

Alfarrabista Infortúnio pensante Numa xenofobia de perplexo errante Vem fazer incejos triunfantes Para namorares os seios farsantes … Não tenho ideia Nem alcateia Só tenho a geração Parada pela multidão Nesse tempo sem disponibilidade Do saber ao domicílio Mas nem sequer querem auxílio Alecrim de arrogância Cheirando a ouro Porque me tomas? Hoje prevejo milagres

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Canto de nascimento de Ana Paula Tavares

Aceso está o fogo prontas as mãos o dia parou a sua lenta marcha de mergulhar na noite. As mãos criam na água uma pele nova panos brancos uma panela a ferver mais a faca de cortar Uma dor fina a marcar os intervalos de tempo vinte cabaças deleite que o vento trabalha manteiga a

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PRESENÇA AFRICANA

E apesar de tudo, Ainda sou a mesma! Livre e esguia, filha eterna de quanta rebeldia me sagrou. Mãe-África! Mãe forte da floresta e do deserto, ainda sou, a Irmã-Mulher de tudo o que em ti vibra puro e incerto…