Etiqueta: Poesia

RENÚNCIA IMPOSSÍVEL

II – Afirmação Ah! Faça-se luz no meu espírito LUZ! Calem–se as frases loucas Desta renúncia impossível. Eu–todos nunca me negarei nunca coincidirei com o nada não me deitarei nunca debaixo dos comboios

DELÍRIOS, O DIVÃ DO POETA DO RIO KWANZA: UMA TENTATIVA DE PSICOLEITURA

Por: Adilson Gonçalves[i] «O que à pobre mente ocorre, vejo se a boca discorre e se, alfim, da luta esqueço o mundo e as suas misérias; eis surgem ideias sérias, quero falar… e emudeço!»  Cordeiro da Mata in Delírios As circunstâncias latentes da abordagem a que nos propusemos fazer, coincidem conceptualmente com o poema «Fisionomia»

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Viriato da Cruz distinguido com o Prémio Nacional de Cultura e Artes

Considerado um dos mais importantes impulsionadores de uma poesia regionalista angolana nas décadas de 40 e 50, Viriato da Cruz nasceu em Kikuvo, Porto Amboim em 1928. Fez os estudos liceais em Luanda.

NUNCA AMEI

I Se minha boca um dia acaso proferiu juras de “eterno amor” foi engano… mentiu! porque jamais o fogo que o coração inunda, arreigou em meu peito uma paixão profunda.

MÃE

Que doce e eterno não é, o doce nome de mãe!… Em sua letras se lê tudo o que fé viva tem!…

SÚPLICA

Mulher formosa, de celeste encanto, meu bem, meu anjo, minha querida; deixa-me um beijo em teus lábios depor, se queres, virgem, animar-me a vida.

ADEUS À HORA DA LARGADA

Minha mãe (todas as mãe negras cujos filhos partiram) tu me ensinaste a esperar como esperaste nas horas difíceis

CAVALEIRO NEGRO

Ao longe, entre o arvoredo, avistei tua garbosa imagem…

Black Panther

Da tela, cores e luzes trespassam Corpos e reflexos em (r)evolução Imagens transcendentais que arrebatam É o universo de Wakanda em emanação Legado ancestral No diálogo entre o tradicional e o moderno É a magia africana na cultura tribal Que exalta o sacrifício materno Flor que vida exala Num mesclar de cores Traz à existência

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Rumo

É tempo, companheiro! Caminhemos… Longe, a Terra chama por nós, e ninguém resiste à voz Da Terra…